21/01/2009 13:02
Por: secovims

Investidores em imóveis vêem Brasil como 2º mercado mais atraente


Uma pesquisa feita entre membros de uma associação americana de investidores estrangeiros em imóveis indica o Brasil como o segundo destino mais atraente para seus investimentos em 2009.

Segundo a pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire, na sigla em inglês), 16% dos seus membros consideram o Brasil como o país que oferece a melhor oportunidade para apreciação de capital.

O Brasil subiu dez postos no ranking em relação à mesma pesquisa realizada no ano anterior, desbancando a China do segundo posto de mercado mais atraente para os investimentos em imóveis.

Com a crise de crédito que derrubou os preços dos imóveis, os Estados Unidos permanecem como o destino prioritário dos investimentos estrangeiros em imóveis, com 37% das preferências dos membros da Afire.

A Grã-Bretanha, outro país cujo mercado imobiliário vem sofrendo com a crise econômica, pulou do nono para o quarto lugar na preferência dos investidores.

A Índia, que no ano passado era o terceiro destino preferencial dos investimentos em imóveis, caiu para quinto neste ano.

Financiamento em alta

A 17ª pesquisa anual da Afire também indica uma predisposição maior de financiadores e investidores por um aumento nos investimentos neste ano em relação a 2008.

Segundo o levantamento, agências de crédito hipotecário dizem planejar um aumento de 54% na concessão de crédito global e de 58% no crédito nos Estados Unidos.

Os investidores em ativos planejam aumentar sua atividade em 40% globalmente e em 73% nos Estados Unidos.

O levantamento foi feito no último quadrimestre de 2008 entre 200 membros da associação. Segundo a Afire, os investidores consultados no levantamento detêm cerca de US$ 1 trilhão em suas carteiras de investimentos em imóveis.

Segundo o presidente da Afire, C. Maclaine Kenan, os membros da associação adotaram uma postura mais cautelosa no ano passado, por conta das dúvidas em relação à economia e sobre o valor real dos imóveis.

"Ao esperar fundamentos mais favoráveis ao investimento em 2009, nossos membros devem agir mais agressivamente para fazer aquisições", afirmou. Fonte: BBC - 15/01/2009

Com crise, financiamento bancário para imóveis fica mais caro

Quem compra um imóvel na planta pode se surpreender ao receber as chaves. Alguns bancos têm cobrado juros mais caros que o combinado antes da crise financeira mundial. É o caso do economista Luiz Hachebe, que comprou um apartamento em 2006 ainda no projeto.

Depois de dois anos pagando a construtora, a previsão era entrar em um financiamento bancário com juros previstos de cerca 8% ao ano. Agora o imóvel ficou pronto, mas a taxa de juros foi para as alturas: 12% ao ano. "Eu pagaria uma prestação há 30 meses atrás no valor de aproximadamente R$ 1.500. A prestação vai chegar a R$ 2.200 agora", diz ele.

O salto dos juros veio junto com a crise mundial que enxugou o crédito no país, tornando os empréstimos mais caros. Muitos brasileiros têm tomado o mesmo susto na hora de pegar as chaves e entrar no financiamento. Mas, segundo o Sindicato de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi), aumentos abusivos não devem ser aceitos. A recomendação é mudar de banco e procurar aqueles que oferecem as menores taxas de juros.

"Eu acredito que essa situação deve ser superada através da concorrência. Clientes de posse de simulações com taxas menores devem insistir e procurar resguardar o seu direito de consumidor", explica o vice-presidente do Secovi, Flávio Prando.

Pesquisa no mercado

Foi o que fez o gerente de Vendas Ezequiel Rodrigues dos Santos. O banco onde ele é correntista queria 12,5% de juros ao ano. Mas há bancos que mantêm as taxas muito próximas das cobradas antes da crise. No mercado, ele conseguiu coisa melhor: "10,5%", diz ele. "Agora vai dar, cabe no meu orçamento", completa.

Crises nos financiamentos não são raras: a última foi há oito anos. Por isso, na hora de planejar a compra, é bom ter uma folga, fazendo até um cálculo pessimista imaginando que os juros podem aumentar lá frente. "Quando você comprar um imóvel na planta, você sempre tem que estar prevenido extamente para pegar essa oscilação", avalia a consultora Vartanouch Sayon. Fonte: G1 - 15/01/2009

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